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domingo, 31 de maio de 2009

Europeias


A uma semana das eleições europeias ainda não me decidi: votar "útil" ou "votar útil"? A verdade é que não me agrada ser gerida, governada, "marionetizada"... pelo mercado de Anja Merkel, pelo cáustico Sarkaustique, pelas bufonarias de Silvano Burlesconi ou pelo cinzento-acastanhado Gordon Brown ("brown" só "sugar"...)... quanto aos outros, nem os conheço bem... Além de que se se trata de Europeias, porque se não discute a Europa, o referendo?... Mas, claro, vou votar!... (nem que fosse em branco ou para anular, ia votar...)
(o texto fica assim mesmo: desengonçado na sintaxe, esperando que depois das eleições já tenha encontrado a sua estrutura correcta... esquecidos estes excessos de comando que acabam por nos enviesar a boa-disposição com que o sol nos saúda cada manhã...)

domingo, 15 de março de 2009

14 / 03: aniversário de Albert Einstein


"Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio previne-o."

Albert Einstein


Fez ontem 130 anos o "menino" Albert Einstein... É melhor ouvi-lo a ele (através do link do "citador")


e vê-lo (num vídeo retirado do youtube)



... Eu continuo feliz por o "ir lendo" e o "ir vendo": dá-me calma.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

João Aguardela, um "guardador de rebanhos"


Há pessoas assim: encantadas pela surpresa das estações, pelo sorriso das almas, pela promessa de eternidade que a Vida desenha em cada segundo à nossa volta. Atentos, dizem de si e da sua forma agradecida de estar no mundo, criando... a partir de.

João Aguardela sonha o "Aboio" de Michel Giacometti, o "aboio" do "guardador de rebanhos" (que ele também é, à maneira de Caeiro).

Entristece-me que ele tenha partido e eu não conheça a sua obra, como merece. Ainda assim - e até ver - aqui fica o seu "Aboio".

domingo, 28 de dezembro de 2008

A morte saiu à rua...


Luto por uma pedagogia que não se esqueça que os rios susurram, que as aves gritam..., escreveu o professor, antes de encontrar a morte que saira à rua... Está num "post" do blogue Profavaliação, de que aqui deixo o link, bem como o da canção do Zeca Afonso que esse texto me fez recordar. Sobre o resto, não falo. Está tudo no texto de Teodoro Manuel e na letra da canção do Zeca Afonso.
http://www.profblog.org/2008/12/nossa-pedagogia-esqueceu-que-os-rios.html

http://www.youtube.com/watch?v=2yZkC3YCU20

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O que é um Professor?


Eduardo Lourenço define de uma forma simples e definitiva (para mim) o que é um Professor: o paradigma do cidadão útil e consciente de uma sociedade.

Numa altura em que tanto se fala deste grupo social é altura de o (re)definir, para que se saiba do que se fala quando se fala. E não há nada como ouvir quem está (de) fora, quem sabe, quem (se) pensa e quem não tem quaisquer interesses nas polémicas recentes, a não ser o de pensar o mundo e nos facilitar a vida pelo exercício do seu pensar. Como professora, fiquei-lhe mais uma vez agradecida por esta prenda de Natal.

Obrigada pela prenda, querido Professor! Quando for grande, também quero ser assim...

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Avaliações simplex de cotas...

Às vezes passa-se uma vida à procura da simplicidade (perdida?)... Tome-se uma criança em condição natural (amada e protegida pela "mãe") e surpreendamo-nos com a rapidez e beleza das suas aprendizagens: a gatinhar, andar, correr; a balbuciar, palrar, falar... Disse falar?!... É aí mesmo que quero chegar: não há criança que se não expresse em "poesia", com "metáforas" de descoberta permanente da necessidade de comunicar com quem a rodeia (a ama, claro!) e não há criança que se não revele "cientista": porquê, mas porquê...? Pobre professor-"mãe"! Que canseira tantos porquês e quanta admiração pelas descobertas que essas perguntas anunciam!... A "simplicidade de alma" é, por vezes, "chata" para quem "não está nem aí"!... Tenho revisto na RTP2 algumas conversas com o professor Agostinho da Silva e sinto-me reconciliada com o mundo! Tão perto e tão longe dele, mas... mesmo quando longe - o mesmo emaravilhamento pela "simplicidade" das soluções que apresenta: um adulto devia ser sempre um "sábio". Como ele. Quando eu for grande...

(mais prosaicamente e aqui que ninguém nos ouve: aqueles "sistemas de avaliação" muito complicados, muito complicados, tão complicados que apetece dizer logo "olhe, falou tão bem, que não percebi nada!", só podem estar errados! Continuo fiel ao Chomsky e à sua "Gramática Universal": sistema simples, capaz de explicar todas as línguas conhecidas, mas - claro! - com uma capacidade descritiva dependente ainda e muito e talvez sempre de cada "professor"... O que parece complicado pode ser bem simples... se houver uma "mãe", um "professor", um "sábio", uma "criança" que no-lo apresente com "amor" (ou sentido de "serviço", que é igual...), para sermos felizes (porque precisamos, gostamos, vai ser uma surpresa, nos vai convocar o silêncio ou a linguagem da "poesia", que pode ser um xi-coração bem apertadinho, bem apertadinho, obrigada, amo-te...).
Outra vez prosaicamente e aqui que ninguém nos ouve, aquela questão das "quotas" por mérito para professores, para mulheres em cargos políticos, etc..., parece-me um grande absurdo! Mas pode haver "quotas de mérito", antecipadamente subordinadas a percentagens?!... Então, não há mérito ou está-se a definir o "mérito", complicando e adulterando o que toda e qualquer criança sabe o que é... Mérito não é "mérito", é um somatório de "cargos", de...., 30, 40, os que forem precisos cursos de formação das "CEEs", etc., o que "dá jeito" às "finanças" da "nação"!!!... Porquê "mulheres" na política? São melhores que os homens? Querem esses cargos? Porque não "pretos", "amblíopes" ou outras minorias "silenciosas"? Como cidadã, nunca fui melhor "servida" por mulheres: se às vezes o fui, foi porque quem me "atendeu" estava "ao serviço" e não "a servir-se" de um "cargo"... Não, não gosto destas "quotas": "quotas de cotas")

E agora uma história "exemplar" de professores "cotados" (quotados?):
perante uma tese de mestrado a que tinha dado "Bom", a arguente quis justificar à mestranda o porquê de não atribuição de nota máxima: "O problema principal é que se valeu da sua facilidade de escrita para escrever uma tese que se lê como um livro... vê-se que não demorou tempo, que não analisou o suficiente...". Admirada, a aluna /mestranda/mestre só conseguiu balbuciar: "Mas a Professora quer que lhe traga as 500 páginas iniciais da tese que tenho em casa, onde está feita toda a análise que aqui lhe sintetizei em 100 páginas?!... Foi 1 ano para redigir 500 páginas de análise e mais 1 para sintetizar e simplificar a linguagem, em 100..." Resumindo e concluindo, a tese estava simples, mas não simplex e por isso não entrava nas quotas dos cotas... Sim, que às vezes a gente também se chateia!... Sobre "avaliações simplex" e "quotas de cotas", estamos conversados... Vou arranjar umas ilustrações simples e carinhosas ... Quando eu for grande...