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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

(Com)paixão...


Não
É
eLe um
Sonho de
HOmem
Nosso?


É.
V
Oa,
sorRi e
chorA.

(Permitiu-se
hOje o
ouRo do
Triplo salto:
Um
Ganhador.
TreinAdor
iguaL.)

Fui colega do João Ganço, há 22 anos, nos idos do Cadaval... Também ele era como o Évora: sorridente, alegre, prestável, de olhos meninos sonhando os dias... De uma grande, forte e saudável amizade se parece, pois, ter tecido esta vitória: bonito o abraço ao treinador-pai, com o atleta em choro de vitória e bonito também - que se me perdoe! - o falhanço no último salto, com um Nelson Évora já tão afastado dos "Deuses do Olimpo" e totalmente submetido à (com) paixão humana. Falhou e chorou: GANHOU! Parabéns ao Homem...

sábado, 16 de agosto de 2008

Festa do Palio em Siena


Dia 16 de Agosto lembro-me sempre de que acabei por nunca assistir à festa do Pallio em Siena. Estive lá 2 vezes a 15 e era uma lufa-lufa de preparativos para o dia seguinte... Comi "panforte", calcorreei ruas medievais num sobe e desce de viagens ao passado, a que muito ajudava a indumentária dos jovens das várias "contradas" (bairros), os espectáculos de rua com as respectivas bandeiras (a "minha" era a da "onda", com um golfinho coroado em mar azul estilizado...) e as visitas aos vários monumentos que me ficaram na memória para a eternidade. Siena é uma das cidades de que mais gostei até hoje: o mais belo sobe e desce de ruas estreitas e serpenteantes, desembocando em praças e vislumbrando igrejas nas colinas; o mais belo chão de mosaicos (de que um dia acabarei por digitalizar alguns postais ilustrados que dele ainda conservo) no "Duomo" e a intrigante e inesquecível, para mim (e sem que perceba porquê) "Alegoria do Bom e do Mau Governo", de Lorenzetti, no Palazzo Publico... E quanto ao "panforte", era "tan forte" que só lá me pode ter sabido bem...
Deixo uns links para visitar alguns aspectos, embora com paciência arranjasse com certeza melhor, navegando um pouco "nell'Onda"...
Uma excelente recordação... Siena (castanho-dourada...)

http://www.flickr.com/photos/ideath/1795000957/
http://www.andreapagliantini.simplicissimus.it/
http://www.ricardocosta.com/pub/lorenzetti.htm
http://commons.wikimedia.org/wiki/Image:Cattedrale_d...

domingo, 3 de agosto de 2008

Googol, Google e Código de Trabalho...



Já o Chomsky (biólogo de formação) dizia que, até cerca dos 12 anos, a criança tem a possibilidade de aprender qualquer língua, sendo que a partir daí o faz, mas com sotaque.
O Manel, aprendiz de linguagens, do alto dos seus 15 meses, comunica verbalmente (e muito) com um "kaw" (parece "cão") universal: ele é gato, água, cão, o que esteja nos livros... E só não percebe quem não quer, que ele sabe bem expressar-se com linguagens emotivas (curioso, surpreso, cuidadoso, alegre, feliz...)...
Vem isto a propósito da reportagem que ontem vi no "Biography Channel" sobre o nascimento do "Google". Os jovens doutorandos Larry Page e Sergey Brin inventam um novo motor de busca muito mais amplo e rápido e decidem chamar-lhe "Googol": o "kaw" do sobrinho de 8 anos do matemático Edward Kasner... De facto, ao perguntar ao miúdo como chamaria ao maior número que ele imaginasse (tipo, "quantas areias tem o mar?), este respondeu-lhe sabiamente num som que o tio traduziu graficamente por "Googol" (1 seguido de 100 zeros, em Matemática, a partir de então). Os nossos jovens engenheiros, quando arranjam finalmente um patrocinador, ditam ao empresário "Googol" e ele escreve "Google" e assim fica registado como empresa.
Fico contente, porque sempre gostei do nome e não há nada mais sábio que utilizar a linguagem "virtual" e afectiva da criança para baptizar a "poesia da descoberta": um instante de alma e de sonho (a "bola colorida entre as mãos de uma criança" ou a "pedra filosofal", do poeta e investigador Gedeão).
E já agora, vale a pena investigar as condições de trabalho em que os empregados da Google (quase todos jovens licenciados) desenvolvem a sua criatividade... Aqui fica um link para uma pequena amostra, no Youtube... Empregado feliz, empresa de sucesso... Eles sim, os chamados "patrões" da Google é que sabem de "Código de Trabalho"!...

- Quem é o bébé mais lindo do mundo, quem é?...
- Kaw, kaw... (apontando o gato...)
- Gu...gle... gu...gle (dando os braços, ao tio...)

http://www.youtube.com/watch?v=Ik0T_O5FZNA


quinta-feira, 31 de julho de 2008

YouTube - Guernica Picasso

YouTube - Guernica Picasso

Linguagens...



Encontrei uma linguagem com a qual me identifico para sonhar o que é "desumano": talvez eufemística, com pudor e respeito pelo outro - como a batalha de Alcácer-Quibir filmada pelo Manoel de Oliveira -, sonhada pela arte e pelo olhar de quem nasceu para a beleza, o mesmo é dizer, para ser "humano"... A Guernica de Picasso é aqui, mais que uma denúncia, o eco de um olhar que só quis sonhar o universo e que, num momento deserdado de humanidade, se institui palimpsesto de muitas outras guerras. Frente ao monstro, a pomba da paz no escudo do "artista"... Muito bonito, este olhar!...
YouTube - Guernica Picasso

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Aniversário (90 anos) de Nelson Mandela


Mandela e Xanana Gusmão (e Fernando Mamede, quando perdeu a medalha de ouro nos 10.000 metros) são alegrias minhas, de alma. Em qualquer dos casos, eu era muito jovem e fui sempre remetida ao silêncio pela pose faraónica e verborreia despeitada dos que não lhes perdoavam as apregoadas "fraquezas": um era "preto", nunca saberia conduzir um país como a rica África do Sul; o segundo traíra Timor, vendendo-se à Indonésia e " o do parênteses" era a vergonha nacional, por não ter aguentado o "stress do ouro" que lhe puseram às costas... Uns "fracos", portanto, como se lhes estivesse nos genes a "fraqueza" anquilosante dos que não jogam o jogo do "poder" com as armas (re)conhecidas! Esses mesmos, hoje, "perdoam-lhes" o ultraje que fizeram aos seus orgulhos desfeitos, silenciam o seu não assumido desdém e... condenam, ao segundo, o "avançado que não goleou", aquele em quem investiram a sua sede de "glória de mandar, oh vã cobiça..." (o Camões é um ganda chato e akilo não é pa ler...)...
Não estou muito feliz hoje , porque nunca me faz feliz recordar e viver estas "paralateralidades" do nosso quotidiano, mas lembrei-me do António Gedeão e achei que ele é que me tinha dito tudo: não está nos genes esta diferença (de superioridade racial ou de comportamento, seja ele qual for) mas sim ... (e agora que cada um complete - ou não - a frase...). Eu, por mim, não completo. Ainda assim, prefiro acreditar na "teoria do bom selvagem" do Rousseau...


Lágrima de preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Branca de Neve e os 7 anões

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES

Quando regressei a casa já não havia ninguém. Meu pai fora-se ultrajar com a minha madrasta e, como é habitual nestas histórias “madrasta entrada, filha molestada”. Só que entrar numa casa vazia, onde os móveis poeirentos nos lembram agonias, os sonhos das aranhas povoam a cómoda vazia e por dentro de nós só subsiste a vontade de um abrigo, é um pouco duro... Pano do pó em riste, água e aspirador prontos, a força da Mãe por dentro, limpa Branca de Neve o seu novo apartamento...


“Quem me quer bem, meu bem, me ama ainda mais
Quem me quer mal, meu Pai, me faz comer o sal...
Oooh oooh óóóh........................
Menina bonita, com cara de anjo, vem aqui comigo,
Traz a mim um sonho
Vem, fadinha linda, traz o teu encanto
Vem comigo sempre, mitigar o pranto...
Óóóóóóóóóh!...”

Bela como sempre e com flores de harmonia no canto, tudo o que na casa havia de poeira e agonia se afastou do apartamento. Limpa por dentro e por fora, a nova casa do amor da Senhora que ela era já, ficou pronta e sossegada.
No silêncio da floresta, só o canto dos pássaros a saudava. Saltitante e feliz, a borboleta adejava ao som da sua música e até os cogumelos com que ela se encantara, se vestiram de cores pintalgadas e se anelaram por dentro.


“Quem me quer bem, meu bem
O meu coração tem!
Vem, vem, vem!...”

Cantava a floresta com ela o seu sonho de verdade... A Primavera era tarda por vezes, mas a música da floresta era sábia de séculos e suturava as feridas das plantas inchadas pelo Inverno rigoroso. A pouco e pouco, também os filhotes das mais velhas plantas do Inverno ganharam força e sorriram à luz do sol que se avizinhava a pouco e pouco e de mansinho da nova casa da floresta, já limpa e arrumada para receber alguns hóspedes. Estava a Branca de Neve com o seu espelho de amor por dentro, quando com fragor e arrogância, é acordada por uma voz cavernosa e inchada, toda ela avermelhada num nariz de anão empertigado:
Narigudo - Quem és tu, ó criatura do Bem, que me arrumaste a casa e a limpaste, sem saberes quem era o dono?
B. N. - Como diz, senhor anão Narigudo? Eu sou a Branca de Neve florida. Desci do Inverno despida de alegria e aqui encontrei um pouco de fantasia...
N - Fantasia, minha cara menina? Um anão não sabe o que isso é! Não a quero cá, nesta minha casa... minha, não, nossa, que isto é só uma casa de irmãos. Quem a mandou fantasiar a nossa maneira de habitar?
B. N. - Desculpe, senhor anão, eu só quis ajudar!...
Refilão – Por mil raios e coriscos, que eu não acredito nisto, meu irmão Narigudo! Quem é esta nojentona irritadiça e maldosa que nos ocupou a roça? Isto é uma casa de trabalho... Rua, rua, com a sua fantasia!...
N – Refilão, cala-te, por favor. Ela também é filha do Senhor. Deixa-a acalmar, para ver se deixa de chorar...
B. N. – Desculpem, desculpem, por favor... Eu só queria descansar...
R – Bom, cala-te lá com essa baba e ranho, que eu sou um homem de antanho e não gosto de lamechices... Veste aí uma trapalhice qualquer e deixa-te de fantasias!...
B. N. – Posso ficar?
N. e R. – Podes, mas só hoje.
B. N. – Obrigada, obrigada, senhores anões!...
Chegam entretanto os cinco irmãos que, à voz do comando do Refilão, se sustiveram no passo:
R – Pançudo, Orelhudo, Descorado, Virtuoso e Poeta... Estugar o passo! Toca a dormir... Cada um para a sua toca, que hoje o Narigudo não encontrou caça para nós.
P – Eu só comi uma lagarta – diz o Pançudo ao Orelhudo.
O – E eu só ouvi as asas do grilo a bater na minha barriga – constatou o Orelhudo.
D – Ai que eu desmaio, ai que me vou – titubeia o Descorado.
Virtuoso e Poeta, com a fantasia à perna, dirigem-se para o leito. Era uma pequena e fofa toca para anões onde nunca faltava a fantasia... De olhos semi-cerrados – que os anões nunca dormem realmente – deixaram-se balançar pelos véus do seu sustento... Virtuoso, cheio da poesia do irmão por dentro, viu-se por dentro da sua barriguinha onde só encontrou harpejos de alegria

“Quem me quer bem, meu bem,
É quem me sustém....
Òóóóóóóóóh!”

V – Ó quanta melancolia na voz, ó minha avó! Que tem meu irmão poeta?
- É um sonhador invertebrado... Sustenta-se das asas com que voa. Tanto vive em Lisboa, como no prado da sua imaginação! Deixa-o dormir!

Ao lado do Poeta, Virtuoso ressonava. Farto de esperar pelo toque da sineta que os impelia para o trabalho, a anão Virtuoso despertou, abanou o irmão Poeta e como este nunca mais acordava, deu-lhe um valente safanão, o que fez com que este despertasse o Refilão que, com a sua voz de trovão, cornetou os outros todos:
- Toca a levantar! Marcheee!...
Branca de Neve, medrosa, nem um pouco se mexeu. Talvez se esquecessem dela... e com o rosa-chá das faces que encantavam as madrugadas de Fevereiro, ficou ali amarelinha de medo.
B. N. – Queres ver que se esqueceram de mim, ó minha Mãe do Céu, que me protegeste mais uma vez... Se não fora a minha tez se manchar de rosa-chá, eu já não estaria cá!
- Tem cuidado, Branca de Neve, que o anão Narigudo é o mais empertigado... É que se ele te cheira e te encontra por cá...
B. N. – Eu lhes faço um chá de rosas, minha Mãe Celestial...
- Como queiras, Branca de Neve...
Farta de florir nas faces da menina, a rosa-chá foi florir para o jardim, onde encontrou uma multidão de avezinhas que a floriram ainda mais. Toda a floresta desperta se encantou com a rosa-chá. É que ela não era de cá e nesta floresta amena, só a açucena floria por alturas de Fevereiro...
Carapinhas de rosas, pequeninas e ternurentas se enovelaram pelas narinas do anão Narigudo.
N – Cheira-me a mel! Cheira-me a mel, Refilão!... É por aqui, pela floresta mais densa... Por aqui, por aqui...
Todos à uma, que os anões irmãos andam sempre unidos, dirigem-se como formigas atrás do anão Narigudo.
- Mel! Mel Mel!... Comida, finalmente! Comidinha... – e Pançudo esfregava a rotunda pança numa autêntica dança.

“Quem me quer bem, meu bem,
É que me sustém!...”
O – Ah, já sei! É a filha do Rei da Floresta que decidiu abrir o pote! – diz o Orelhudo.
V – Calma, meus irmãos, que a virtude de Salomão nos ensina que
“Mel, se o achares, come o que baste, não te sacies,
senão depois talvez te enjoes e agonies” – acudiu o Virtuoso.
- Em tempos que já lá vão, eu não era vosso irmão. Por que razão, ó minha imaginação, tenho eu de aguentar este Descorado mesquinho, que nunca vê no caminho nada mais que um porco-espinho? Cala-te, solteirão maldito, que o mel de Branca de Neve é tão doce e tão certeiro, que nenhum de nós fica solteiro! É ela a nossa rainha!....
R – À uma p’ra casa! Marcheee!... – vocifera o Refilão.
Cheirosa e arrumada, com a casa do torvelinho toda lavada e vistosa, a bela rainha sorria.
B. N. – Eu sou a Branca de Neve, rainha do vosso cheiro, modéstia do vosso mando, mel dos vossos corações, música dos vossos ouvidos, vossa saúde e bem-estar, asas do amor eterno e poesia fraterna... Sou vossa amiga e rainha....Quereis-me vós aceitar?
Um a um, os anões soluçavam e, arrependidos, pediam a Branca de Neve que nunca mais os deixasse... A Rainha-Mãe Celestial sorria nas faces rosa-chá da sua filha querida.
Tontos de alegria e levados pelo mel da sua imaginação, encostaram o coração ao da rainha Branca de Neve e viveram séculos e séculos, enternecidos e amenos.
Casada e feliz com os sete anões servidores, a vida de Brance de Neve decorria calma e serena, sem qualquer desaconchego. Um dia, o Medo regressou.
- Madrasta molesta eu sou. Ainda vives, energúmena?
Um silêncio maior percorreu a floresta. Calma e serena, Branca de Neve esperou que a nuvem negra se afastasse no céu limpo. A chuva caiu depois: breve, mansa também e aligeirando as muitas flores que perfumavam a floresta.
- Como sois bela, Branca de Neve, e como é leve o vosso desejo de bondade. Amastes a vossa madrasta?
Branca de Neve sorriu. Afinal, aquela velhinha tonta que a confiscara ao seu pai, não era mais que uma nuvem, negra e densa decerto, mas que com o caminho certo que ela conseguira traçar, a conseguira afastar... Velha madrasta do espírito, a que tivera de enfrentar! Casara-a ela com a chuva mansa e breve do seu ser. Era ainda uma menina e já sabia prever que as nuvens densas do céu que de negro se revestem são sonhos maus para o ventre da terra que quer ser fértil. Foi um sonho derradeiro – ou seria um pesadelo? – aquele que ela enfrentara. Rainha do Céu e Terra era a Mãe que a ofertava ao serviço dos anões e porque soube servir sem a capa e espada dos homens, se viu de novo servir em alegria e bondade. É hoje poeta amena, gosta de servir tão bem que às vezes na pena da esferográfica que tem por dentro do computador, se lhe desperta a harmonia das vozes que a conceberam: vozes da Terra e do Céu? Vozes da desarmonia? A voz que sai do silêncio é sempre a mais desejada. Voz da Mãe que a consagrou no serviço à floresta foi só um sonho feliz ou não passou de uma sesta ao luar da fantasia? É Rainha da Harmonia a Branca de Neve florida que em qualquer estação dos tempos que nos povoam, nos traz paz e harmonia e se desenha em Lisboa ou outra cidade assim. Floresce em qualquer jardim, é a rosa-chá da bondade. Por cima, o céu estrelado lhe diria que é Janeiro; por dentro, sabe que não. Sabe que em qualquer estação do tempo que já não há, houve uma fada tranquila que por ser velha e, com sabedoria, Ter sabido despertar o amor dos seus anões, se devolveu a si própria e se encontrou com o Amor da Rainha que nos dá o mel melhor para a vida: sorrir é florir sempre.

E se quiserem ofertar outro fim a esta história, terão de ir à memória do vosso computador e relembrar o encanto a que ela se rendeu, quando bem mais velha e sábia, um príncipe a recolheu do altar do pensamento. Mas porque essa é outra história de amor em mim consagrada, eu que sou vossa almofada no leito em que vos dormis, me devolvo de novo a mim e me faço de Arlequim e com uma nova pirueta, vos falo da Nau Catrineta. Querem? Sim?... Então, aí vai!